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Senadores livram Aécio e zombam do país

QUARTA-FEIRA
18 OUTUBRO
Por 44 votos negando e 26 votos autorizando, o Senado Federal rejeitou a solicitação do Supremo Tribunal Federal em afastar o senador Aécio Neves.
Ao todo, 71 dos 81 senadores compareceram à sessão, iniciada por volta das 17hs de terça-feira, 17. Muitos senadores estavam em missões oficiais da Casa no exterior enquanto outros estavam de licença médica, como Ronaldo Caiado (DEM-GO). O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que votou pelo retorno de Aécio, havia falado que ficaria de repouso após cirurgia para tratar diverticulite até esta quarta (18), mas acabou indo ao Senado.
Antes da votação, dez senadores ocuparam a tribuna para se manifestar.
Discursaram a favor do mandato de Aécio Jader Barbalho (PMDB-PA), Telmário Mota (PTB-RR), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Roberto Rocha (PSDB-MA) e Romero Jucá (PMDB-RR). A favor do afastamento, falaram Alvaro Dias (Podemos-PR), Ana Amélia (PP-RS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Humberto Costa (PT-PE) e Reguffe (sem partido-DF).
Confira como votou cada senador
Favoráveis ao senador Aécio Neves (PSDB-MG):
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Dario Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Coelho (PMDB-PE)
Fernando Collor (PTC-AL)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Hélio José (PROS-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Serra (PSDB-SP)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zeze Perrella (PMDB-MG)
 Total: 44

Contrários
Acir Gurgacz (PDT-RO)
Alvaro Dias (Pode-PR)
Ana Amélia (PP-RS)
Angela Portela (PDT-RR)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Humberto Costa (PT-PE)
João Capiberibe (PSB-AP)
José Medeiros (Pode-MT)
José Pimentel (PT-CE)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Lasier Martins (PSD-RS)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lúcia Vânia (PSB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Paulo Rocha (PT-PA)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Regina Sousa (PT-PI)
Reguffe (sem partido-DF)
Romário (Pode-RJ)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Walter Pinheiro (Sem partido-BA)
Total: 26

Ausentes na votação:

Em missão oficial à 137 Assembleia da União Interparlamentar e/ou do 3 Fórum Parlamentar do Brics, em São Petersburgo, na Rússia:
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Gladson Cameli (PP-AC)
Gleisi Hoffmann (PT-SC)
Jorge Viana (PT-AC)
Sérgio Petecão (PSD-AC)

Na Worldskills, em Abu Dhabi 2017, nos Emirados Árabes Unidos:
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Armando Monteiro (PTB-PE)

Sem justificativa oficial:
Rose de Freitas (PMDB-ES) 

Artigo Padre Matias Soares: Protomártires, testemunho e atualidade pastoral

TERÇA-FEIRA
17 OUTUBRO
A Igreja Católica no Brasil tem a honra de contar, partir do último domingo (15/10/17), com os seus genuínos mártires brasileiros. 
A Igreja Particular de Natal-RN tem essa alegria de apresentar para toda a catolicidade, confirmados pelo Santo Padre, o Papa Francisco, os Protomártires do Brasil. Eu tive a graça de participar da Beatificação, quando ainda era estudante de teologia, aqui em Roma, em 05/03/2000; e agora da Canonização. 
Esses dois acontecimentos me instigaram a pensar a atualidade teológica (Cf. arquidiocesedenatal.org.br/artigo-os-martires-de-cunhau-e-uruaçu-com-sua-atualidade.html) e pastoral deste testemunho, com alguns elementos que quero propor como chave de leitura e atualidade da mensagem deste martírio para as nossas práticas e desafios pastorais. 
Antes de tudo, quero ressaltar que os pontos a seguir são fruto das minhas cogitações pessoais e, por isso, ciente que podem e devem ser amadurecidos. Ei-os:
a)A pessoa do Presbítero: nos dois episódios, está bem situada a pessoa do sacerdote. O lugar está bem ocupado. André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro estão testemunhando, junto com as comunidades, a centralidade do sagrado.  A Eucaristia que é a presença real de Jesus Cristo na história, na vida da Igreja e de cada fiel. A vida pastoral da comunidade eclesial tem seu fundamento no Mistério Pascal de Jesus Cristo, sempre atualizado em cada celebração eucarística. A pessoa do presbítero precisa manter permanentemente essa sinfonia com a mística eucarística. Essa relação torna-se eclesial, porque é personalíssima. A Eucaristia como elemento fundante do único necessário. A exclamação Louvado seja o Santíssimo Sacramento é a configuração pessoal do que era a Eucaristia para aquelas comunidades; mas, sem dúvida, que continua a ser para a vida da Igreja, em todos os tempos. Onde não há a Eucaristia, é simplesmente narrativo falar de identidade eclesial. O presbítero deve situar-se nesse contexto teológico, para entender qual é a sua missão na comunidade e quais atitudes a serem tomadas na sua ação pastoral. Essa missão não é só sacramental, pois o ministério do anúncio da Palavra de Deus a acompanha; todavia, essa relação mistagógica é perene e fundante.
b)O domingo, como Dies Domini: a comunidade cristã não pode perder a importância da centralidade do domingo, como Dia do Senhor. Para cada fiel, o domingo é dia de celebrar Páscoa de Jesus Cristo, a Sua ressurreição. Não é dia de mais uma obrigação. É momento do encontro com o Mistério da nossa fé. Por ser encontro, é necessário que aconteça com amor. Muitos cristãos, por causa de uma catequese superficial, que obscureceu a consciência interna do sentido deste dia para cada fiel, perderam o sentido e a beleza do domingo como tempo de glorificar a Deus e de participação na comunidade de fé. O secularismo, como fenômeno externo, está sufocando o que este dia deve ser para cada cristão. O indiferentismo, o materialismo, o racionalismo e outras convicções, provocam a liquidez da identidade cristã e estão sufocando o encantamento com a beleza da fé. Os Protomártires atualizam essa convicção axial do domingo como tempo primordial de reconhecimento de quem é o Senhor da nossa história.
c)As famílias: “pelo Bom Pastor, deram o seu sangue, homens, mulheres, jovens e meninos”. Eis o que nos ensina o hino dos mártires. A comunidade cristã precisa redescobrir a beleza da espiritualidade familiar. A Igreja doméstica é a família. Ela é lugar de encontro com o amor, por excelência. Não pode existir o bem social, sem o cuidado com as famílias. Na sociedade pós-moderna existe a configuração de outros modelos de família; mas, não pode ser a própria sociedade a querer desconstruir o valor e o significado das mesmas. A valorização da confusão só confunde mais. O que existe é um desserviço ao bem das famílias. O testemunho dos Protomártires é um sinal de que é nas diferenças que compreendemos a maravilha da experiência familiar. Esta é sempre chamada a completar-se com o outro, que mostra que as diferenças que compõem uma antropologia integral é o que nos integra no mundo com os demais seres humanos. No acontecimento do martírio estavam presentes muitas famílias. O mesmo modelo de família que civilizou a sociedade ocidental. Contemplando este cenário, temos que abrir os corações para favorecer a proteção das famílias, antigas e novas.
d)Protagonismo dos Leigos: A Igreja, principalmente depois do Concílio Vaticano II, reformulou a urgência da responsabilidade de todos os fiéis batizados na ação missionária pastoral. Esse protagonismo deve ser maduro. A fé e o sentimento de pertença eclesial devem nortear esse dinamismo. O que percebemos em muitos cenários eclesiais e eclesiásticos não condiz com as inovações almejadas pelo Concílio. O Papa Francisco tem mostrado e ensinado que o caminho não é do clericalismo, forçado por muitos ministros ordenados e alimentado por outros muitos fiéis leigos. A categoria povo de Deus ainda não foi recepcionada com profundidade e, por isso, politizada erroneamente por tantos que aprenderam a fazer parte da Igreja, sem ser Igreja, na comunhão e participação. Há subserviência e muitos confrontos infelizes na relação fiéis leigos e ministros ordenados. Essa ferida maltrata a Igreja, que é o corpo místico de Jesus Cristo. 
e)Ecumenismo: esse tema é conciliar. Entra amplamente na Igreja Católica, depois do Vaticano II. Contudo, suas primeiras impressões foram construídas pelas comunidades cristãs protestantes. No morticínio de Cunhau e Uruaçu está o que é sinal de escândalo para todos os que não professam a mesma fé cristã. A divisão dos cristãos é o mais grave contra testemunho da história do cristianismo. Estudiosos, a partir de outros paradigmas de conhecimento, podem analisar as questões políticas, econômicas, históricas e ideológicas. Para a Igreja esse fato envolve necessariamente uma questão de fé. Para quem não é cristão, que haja a honestidade de ver o que esse acontecimento significa para a Igreja e o que ela quer dizer ao mundo. Muitos passos foram dados no dialogo que precisa existir entre as comunidades cristãs. Mas, há tanto a ser construído. Recentemente, quantas formas irracionais de intolerância e desrespeito entre algumas comunidades cristãs. O ecumenismo é urgência de fé e de prospectivas humanistas, para o que o cristianismo pode realizar o bem do mundo e para a glória de Deus. O que aconteceu neste martírio não pode continuar a ser o mesmo erro cometido por tantos cristãos.
f)Liberdade Religiosa: talvez seja um dos temas mais complexos dos tempos atuais. Universalmente declarado em 1948, mas que passou a ser uma preocupação constante das várias nações. A Igreja o aborda enfaticamente no Concílio Vaticano II. Extremismo religioso, atentados, guerras em nome de deus e outros elementos têm provocado discussões acirradas em várias partes do globo sobre a temática. O laicismo, que é a negação do dado religioso como fonte de valores sociais, tem sido incisivo e ideologicamente fortalecido. A laicidade defendida pelas religiões, que exige e espera o respeito ao que é próprio das suas identidades, e que sempre formaram a cultura ocidental, é chamado em causa, como princípio civilizatório e promotor da dignidade transcendente da pessoa humana, e é um ponto de equilíbrio para a convivência fraterna e solidária de todos os cidadãos, sejam eles religiosos, ou não.  
Por fim, a preocupação é que a nossa concepção do que seja o martírio e sua relevância para a nossa ação missionária pastoral, não fique no secundário. Necessitamos de uma teologia do martírio para os tempos hodiernos. Não podemos estar só pensando no turismo religioso, mesmo que esse seja uma via importante. A questão é: como a Canonização dos Protomártires do Brasil vai ser fonte de motivação para que glorifiquemos a Deus e sejamos discípulos missionários de Jesus Cristo, neste tempo presente? Algo novo tem que acontecer. 
No conjunto da ação missionária pastoral da Igreja, o que podemos tirar de mensagem para que o testemunho destes homens e mulheres, que deram a vida por causa da sua fé, seja verdadeiramente semente de autênticos cristãos? Assim o seja!
Pe. Matias Soares   

São José de Mipibu comemora 172 anos de Emancipação Política

SEGUNDA-FEIRA
16 OUTUBRO
Esta segunda-feira é de festa no município de São José de Mipiu, que está completando 172 anos de Emancipação Política. 
A prefeitura local programou uma série de eventos alusivos à data. Houve missa em ação de graças. À noite tem festa no centro da cidade. Amanhã, terça-feira, 17, está programado um desfile cívico, envolvendo as escolas da cidade.
Nossos parabéns a todos os mipibuenses. 
São José de Mipibu é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado à 30 km de Natal. Mipibu é uma palavra de origem Tupi que significa surgir subitamente. 
Em 1630 existia um aldeamento no território, cujo nome era Mopebu, o maior, mais populoso e o principal entre as seis aldeias da Capitania do Rio Grande do Norte. No relatório do bragantino Adriano Wedouche constava que "existiam na capitania cinco ou seis aldeias que reunidas podiam contar de 700 a 750 índios flecheiros e que a principal flecha era chamada de Mopebu". Foi este aldeamento que deu origem ao nome do município.   
Os primeiros habitantes da região foram índios Tupis, que se localizaram nas proximidades do rio Mipibu, que recebeu esse nome por surgir de repente na Fonte da Bica e percorrer por quatro quilômetros, até desaguar no rio Trairi. 
Em adiantado processo de organização e sinais de povoação, o aldeamento passou a ser coordenado pelos frades Capuchinhos, no final do século XVII, até o ano de 1762, quando foi instalada a vila de São José do Rio Grande do Norte. Nesse período, com a saída dos Capuchinhos, a coordenação dos destinos da comunidade foi assumida pelos próprios nativos.
A criação do município deu-se através do alvará de 3 de maio de 1758, instalado em 22 de fevereiro de 1762, com procedimento de Vila de São José do Rio Grande, numa homenagem conjunta a São José e ao Príncipe D. José Francisco Xavier. 
Em 16 de outubro de 1845, a vila de São José do Rio Grande foi elevada a categoria de cidade, passando a se chamar cidade de Mipibu. Passados dez anos a cidade recebeu o nome de São José de Mipibu, numa união entre a religiosidade e o famoso rio que emerge da terra de maneira surpreendente.(Fonte: Idema-RN e Prefeitura de São José de Mipibu) 

As técnicas de meditação vêm ganhando espaço nas escolas. Conheça as experiências de quem apostou nessa novidade

De olhos fechados, Laura (à direita) deixa de lado a inquietação da escola e se concentra (Foto: Marcelo Curia)
SEGUNDA-FEIRA
16 OUTUBRO
O sinal soa no pátio. Em meio a gritos e gargalhadas das crianças, as professoras tentam reunir suas turmas. Ao chegar à classe, no entanto, a agitação desaparece gradualmente à medida que as luzes do ambiente diminuem. Os alunos sentam em suas carteiras e fecham os olhos. “Inspirem... expirem”, a professora Fátima Pacheco Quevedo conduz um exercício de respiração por dez minutos. O objetivo é relaxar o corpo e focar a atenção no tempo presente. 
Essa cena faz parte da rotina diária do CMEB Camilo Alves, em Esteio, região metropolitana de Porto Alegre, desde o início de 2016. Ela exemplifica a prática do mindfulness, ou atenção plena. 
A iniciativa chegou à escola pelas mãos de Isabel Cristina Souza, psicopedagoga do Centro Municipal de Educação Inclusiva da prefeitura da idade, com a intenção de reduzir o estresse dos professores. Deu tão certo que foi estendida aos alunos. “Não adianta fazer um projeto de meditação sem cuidar do bem-estar dos educadores. Por isso, iniciamos o trabalho com eles”, explica Isabel.
As técnicas de atenção plena desembarcaram nas escolas brasileiras no embalo do sucesso no Reino Unido, na Austrália e nos Estados Unidos. 
Na terra da rainha, em 2015, um grupo do parlamento, depois de avaliar os potenciais benefícios do mindfulness, requisitou a três escolas de referência que desenvolvessem modelos de ensino para ser replicados na rede. 
O relatório apontou que, além de melhorar o desempenho dos estudantes, a meditação pode ajudar na construção de competências socioemocionais, como perseverança, resiliência, confiança e colaboração. 
Meditar melhora o gerenciamento de capacidades cognitivas e emocionais. Por isso, quem consegue manejar seus sentimentos e está aberto a entender o outro se torna mais colaborativo.
Pensando em aliviar a rotina de estudos estafante do Ensino Médio, a professora Claudiah Rato inseriu exercícios de meditação na Educação Física do Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro. 
Desde 2012, ela criou a Meditação Laica Educacional – método que faz parte do programa de formação da instituição, aberto a professores de todo país. Roberta Pereira Batista dava aulas para o 4º ano na Escola Municipal Waldick Cunegundes Perreira, em Queimados, região metropolitana do Rio de Janeiro, quando começou a fazer o curso de Claudiah. 
“A primeira etapa é ficar quieto na frente da turma, com o semblante feliz e receptivo, para que eles percebam o silêncio e se acalmem”, explica Roberta. Para conseguir a atenção da turma, ela precisou de longos 80 minutos. Os alunos fizeram de tudo: teve gritaria, xingamentos, desenhos na lousa e até uma briga. Em vez de perder a paciência, a professora manteve-se impassível. O que aconteceu depois foi surpreendente. 
“Fui até a porta para fechá-la e consegui ouvir os meus passos. Conversei com os alunos dez minutos e todos estavam concentrados e atentos. Nunca tinha falado por mais de três minutos sem ser interrompida”, lembra. Depois de cinco sessões, os resultados já eram visíveis, a turma estava mais calma e envolvida no aprendizado.
A concentração é um benefício comumente relatado pelos professores, além da redução de casos de indisciplina, o aumento da empatia e a melhora na relação aluno-professor. Estudos também têm mostrado que a prática estimula a plasticidade cerebral. Por causa disso, os neurônios desenvolvem novas conexões e o resultado é o aprimoramento da memória, da atenção e, por consequência, da aprendizagem.

Principais linhas
Entre os tipos de meditação, estes são os mais usados nas escolas.
Atenção plena
Mindfulness é a técnica criada pelo professor americano Jon Kabat-Zinn, da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts, na década de 1980. Ele desvinculou a meditação de tradições religiosas ou filosóficas e analisou a prática sob a ótica da ciência.
Meditação transcendental
Em 1958, o indiano Maharishi Mahesh Yogi trouxe ao Ocidente a prática de aquietar a mente com ajuda de mantras. Entre os benefícios estão o descanso profundo, a diminuição do estresse e o estímulo cerebral.
A ciência por trás do mantra
Especialistas da The Royal College of Psychiatrists (Academia Real de Psiquiatria, em tradução livre), da Inglaterra, acompanharam por um semestre 522 jovens (entre 12 e 16 anos) de 12 escolas secundárias que participam do programa Mindfulness in Schools. Os dados mostraram que os alunos expostos à meditação apresentaram menos sintomas de depressão e estresse e maior sensação de bem-estar em comparação com jovens sem esse treinamento. Uma revisão de mais de 200 artigos científicos, conduzida por pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, atestou a eficácia do mindfulness também no controle do estresse e da ansiedade.
Ricardo Monezi, professor do departamento de neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a redução no estresse se dá pela regulação na produção de hormônios como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. “Eles são responsáveis pelo estresse negativo, que atrapalha no aprendizado.” 
Meditar ajuda na sincronização das ondas cerebrais. “A criança sai do piloto automático. E o cérebro dela recebe o convite para conhecer o mundo de forma diferente.” Como resultado, características como abstração e criatividade são amplificadas.
Em 2014, o grupo de Neuropsicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) analisou o rendimento de alunos que meditam usando o método criado pela psiquiatra Anmol Arora, fundadora da Mahatma Paz nas Escolas, que oferece kits de meditação gratuitos.
Inspirada na meditação transcendental, a técnica consiste em repetir, durante cinco minutos, cinco mantras de paz. Depois de três meses, os alunos do 5º ano de escolas públicas de Gramado e Porto Alegre apresentaram avanço em atividades como planejamento e velocidade na assimilação de conteúdos.
O poder limitado da meditação
Diante de tantos benefícios, você pode estar ansioso para começar o mais rápido possível a meditar com seus alunos. Calma, respire. Os especialistas alertam que a meditação pode agravar quadros de transtornos severos, como a depressão. Já James Reveley, professor da Universidade de Wollongong, na Austrália, entende a meditação nas escolas como uma sutil medicalização do ensino. 
“Aprender a tornar-se consciente é uma forma de delegar ao jovem a responsabilidade moral de aumentar seu bem-estar emocional”, argumenta. Diferentemente da tradição budista, em que a meditação tem como objetivo a libertação individual, a versão escolar teria a finalidade de controle para maximização e eficiência.
Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também faz uma ressalva quanto ao uso no combate à indisciplina: “A meditação não pode servir só para acalmar e se tornar um mecanismo de controle”. 
É preciso reconhecer que a prática não é antídoto para aulas chatas e currículos distantes dos interesses dos jovens. “Para ser efetiva, a meditação deve estar inserida dentro de um contexto amplo, em que se repense a organização das escolas.”
Para Alcione Marques, vice-coordenadora do Cuca Legal, projeto de capacitação para o ensino de competências socioemocionais, a euforia deve ser combatida. “É um recurso interessante, mas, se for apresentado como solução para tudo, não vai funcionar”, pondera. Por isso, antes de começar, questione o objetivo de ensinar os estudantes a meditar e verifique se o problema é de atenção ou de falta de estímulo. Sua escola busca outras formas de lidar com a indisciplina ou usa a meditação apenas para contorná-la? Analisando as respostas, você encontrará o caminho. (Fonte: Nova Escola). 

Neste domingo: 30 mártires são canonizados pelo papa Francisco; conheça a história

Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, no RN  (Foto: Wagner Varela )
DOMINGO
15 OUTUBRO
Foi na Capitania do Rio Grande do século 17 que viveram os homens, mulheres e crianças que se tornarão os novos santos brasileiros neste domingo (15). O papa Francisco vai canonizar, de uma só vez, trinta fiéis mortos pelos holandeses calvinistas nos massacres de Cunhaú e Uruaçu em 1645, no Rio Grande do Norte.
Naquela época, os holandeses invadiram o Nordeste do Brasil, pois tinham interesse nos engenhos de cana-de-açúcar. Os comandos, no país, partiam de Pernambuco. Além do objetivo econômico, entretanto, os invasores tentavam impor a religião calvinista por onde passavam e não toleravam a fé católica, segundo conta o padre José Neto, pároco de Canguaretama, na Grande Natal.
Em terras potiguares, os holandeses foram liderados pelo alemão Jacob Rabbi, que reuniu uma tropa formada por soldados e índios e atacou o engenho de Cunhaú, no município de Canguaretama. O ataque aconteceu na manhã do domingo 16 de julho de 1645, dentro da Capela de Nossa Senhora das Candeias, onde era celebrada uma missa. Três meses depois, um novo ataque aconteceu em Uruaçú, em São Gonçalo do Amarante, também na Grande Natal. Ao todo, 80 pessoas foram mortas.
Cunhaú
Os colonos que moravam ao redor do engenho de Cunhaú tinham uma vida simples, trabalhando no plantio da cana-de-açucar - a grande riqueza econômica da época. Rabbi chegou ao local no dia anterior. Ele era conhecido pelos moradores da região, pois já havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios. No dia 16, como de costume, os fiéis se reuniram para celebrar a eucaristia e foram à missa. Rabbi teria afirmado que iria ao local para dar um aviso.
O pároco, padre André de Soveral, começou a cerimônia. Entretanto, depois do momento da elevação do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas, dando-se início a violência ordenada por Jacob. A tradição conta que o padre ainda segurava o cálice da consagração da hóstia, quando foi morto.
Do lado de fora da capela, outras pessoas tentaram resistir com armas, mas também foram mortas. Essas não são consideradas mártires pela Igreja Católica.
Uruaçu
Dizem os cronistas que, logo após o primeiro caso, o medo se espalhou pela Capitania. A população receava que houvesse novo ataque e buscou abrigo na Fortaleza dos Reis Magos (denominada Castelo Keulen, na época) e numa paliçada construída distante cerca de três léguas dali. Porém essas pessoas foram aprisionadas pelos holandeses e ficaram sob poder deles por cerca de três meses. No dia 3 de outubro, levadas em embarcações até Uruaçú, elas foram cercadas pelos algozes e mortas com crueldade ainda maior.
As vítimas tiveram as línguas arrancadas para que não fossem proferidas orações católicas. Além disso, os mártires tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas. O padre Ambrósio Francisco Ferro foi muito torturado e o camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. Ainda vivo, ele exclamou: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento", segundo conta a história.
Beatificação
Em reconhecimento ao feito dos Mártires de Uruaçu, em 16 de junho de 1989 o processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé. Em 21 de dezembro de 1998 o papa João II assinou o decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.
A celebração da beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, no dia 5 de março de 2000. A cerimônia religiosa foi presidida pelo papa João Paulo II. No local do massacre, foi erguido o 'Monumento aos Mártires', inaugurado no dia 05 de dezembro de 2000, com capacidade para receber 20 mil peregrinos.
O espaço é aberto a turistas e religiosos, e a cada mês de outubro recebe centenas de fiéis. Ele abrange uma área de dois hectares, doada pela família Veríssimo, proprietária da fazenda. O monumento foi projetado pelo arquiteto Francisco Soares Junior. Desde 2006, o dia 03 de outubro é feriado estadual em comemoração ao Dia dos Mártires de Uruaçu e Cunhaú, segundo Lei Nº 8.913..
A canonização dos mártires foi autorizada pelo Papa Francisco em março de 2017. O próprio papa dispensou comprovação de milagre atribuído aos mártires, mas existem pessoas que atribuem ações milagrosas a eles.
Segundo a Arquidiocese de Natal, serão canonizados (nem todos têm os nomes identificados):
Pe. André de Soveral;
Pe. Ambrósio Francisco Ferro (português); 
Mateus Moreira; 
Domingos de Carvalho; 
Antônio Vilela Cid (espanhol)
Antonio Vilela, o moço e sua filha; 
Estevão Machado de Miranda e suas duas filhas; 
Manoel Rodrigues Moura e sua esposa; 
João Lostau Navarro (francês); 
José do Porto; 
Francisco de Bastos, 
Diogo Pereira; 
Vicente de Souza Pereira; 
Francisco Mendes Pereira; 
João da Silveira; 
Simão Correia; 
Antonio Baracho; 
João Martins e seus sete companheiros; 
A filha de Francisco Dias. (Fonte: G1 RN). 

Diogo fez blog com alunos e garante: ‘Escrever não é dom’

Professor Diogo: “Não foi na escola que aprendi o português correto. Tive que procurar fora". 
DOMINGO
15 OUTUBRO
Porque hoje é o dia dedicado aos professores...
Porque eles merecem todas as nossas homenagens...
Destacamos, neste domingo, a história de uma experiência exitosa, desenvolvida por um professor com seus alunos, na área da escrita e leitura, que serve para muita gente ver que é possível escrever bem e cada vez melhor, como também serve para homenagear os mestres, na passagem do seu dia. Estes seres maravilhosos que ajudam a transformar vidas. Segue a história do professor Diogo. 


Na infância, Diogo Fernando dos Santos, 33 anos, já almejava, um dia, ser professor. O arrebatamento foi motivado por bons educadores, que serviram de exemplo e fizeram com que ele optasse pelo curso de pedagogia. Antes da faculdade, contudo, Santos encarou um desafio pessoal. “Eu tinha muita dificuldade com a língua portuguesa. Precisei vencer essa barreira. Aprender a gostar da disciplina para depois ensiná-la.”
O esforço paralelo à escola durante a adolescência fez com que ele chegasse à conclusão: “Escrever não é um dom. É algo ensinável. Ninguém precisa ser um Machado de Assis. Pessoas que sabem escrever e falar bem se destacam na vida. É um diferencial. Elas ganham credibilidade”.
A dificuldade virou paixão e o levou a fazer uma pós-graduação de Gramática e Uso e, em seguida, outra voltada para alfabetização e um mestrado em linguística. Tal aprendizado é aplicado por ele em classes do 1º ao 5º ano na Escola Municipal Professora Odete Corrêa Madureira, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, onde leciona também outras disciplinas, como matemática e ciências.
Foi com a disciplina de língua portuguesa que ele deu início ao projeto “Quem escreve sou eu!”. O mote da iniciativa era, justamente, levar seus alunos do 5º ano, com faixa etária entre 9 e 10 anos, a encarar em sala de aula as dificuldades de produzir um bom texto.
“Não foi na escola que aprendi o português correto. Tive que procurar fora. Quando percebi que os alunos chegavam ao 5º ano sem habilidades para escrever, decidi que queria focar nesse projeto, por ser uma competência que deve ser ensinada em sala de aula”, conta. “Eles respondiam muito bem oralmente. O problema estava nos textos. Não havia coesão, parecia um empilhado de frases.”
Diogo Fernando dos Santos, finalista do prêmio Educador Nota 10 (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)
Para não cair no lugar comum, com gramática e ortografia sendo ensinadas de forma sistêmica, Santos decidiu trabalhar com textos lúdicos de Clarice Lispector e Sylvia Orthof, que foram interpretados pelos alunos e dissecados, com foco na composição textual. Foram trabalhados com mais vigor o conto “O mistério do coelho pensante”, de Clarice, e “Os bichos que tive”, de Silvia. Com base nas características dos escritos, o docente estudou com os alunos a descrição dos personagens e lugares, o ritmo da história, a pontuação, as figuras de linguagem e a construção da narrativa. As diferenças e semelhanças entre as autoras também foram alvo de conversa, além da função das tramas, se tinham o intuito de alegrar ou emocionar quem lê.
O projeto ultrapassou as paredes do colégio quando Santos propôs aos alunos que respondessem a duas questões que ficam abertas no livro de Clarice: Como o coelho conseguia fugir da casinhola? E o que o coelho fazia fora da casinhola?
Partindo do propósito de que um escritor merece ser lido, o professor sugeriu que as histórias produzidas na classe fossem publicadas. “Foi então que surgiu dos alunos a ideia da criação do blog”, conta. “Eu não sabia mexer na ferramenta. Tive que sair da minha área de conforto.” Segundo ele, os alunos sugeriram a criação do endereço online para serem lidos e também para receberem críticas construtivas. Para isso, o docente publicou os textos prontos juntamente com o diagnóstico da produção dos jovens autores.
“É bem didático, pois os pais podem olhar e ver onde o filho estava e onde ele está. É um resultado real, sem manipulação. Respeitei o conhecimento e desenvolvimento de cada um”, diz o professor, que viu progresso em todos os alunos, apesar das diferenças. “Todo potencial tem que ser visto pelo professor.” Para ler o conteúdo é só acessar o endereço escritoresmirins.blog.
Fora do mundo virtual, Santos percebeu que o projeto aumentou o hábito da leitura e a apropriação do discurso. “Uma aluna me escreveu uma carta depois de ler O Pequeno Príncipe, dizendo: ‘Só escrevi esta carta porque você me cativou e eu te cativei’. Ela captou a essência do livro e passou isso adiante em um texto escrito. Fiquei muito feliz.”
Diogo conquistou com o projeto um lugar entre os dez melhores professores do ano pelo Prêmio Educador Nota 10, promovido pelas fundações Victor Civita e Roberto Marinho. Ele agora tem a chance de ser vencedor do título Educador do Ano na cerimônia que acontece no dia 30 de outubro, em São Paulo.(Fonte: Veja.com). 

Horário de Verão começa à 0h deste domingo

SÁBADO
14 OUTUBRO
O Horário de Verão começa à 0h deste domingo (15) em três regiões do país (a região Nordeste está fora), e os relógios deverão ser adiantados em uma hora para se adequar à medida. 
A mudança vai valer até o dia 18 de fevereiro de 2018. É possível que esta seja a última vez que o Horário de Verão seja adotado no Brasil. Isso porque autoridades do setor elétrico constataram mudanças nos hábitos de consumo de energia dos brasileiros. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que mais tem influenciado o horário de pico do consumo de energia não é mais a incidência de luz solar e sim a temperatura.
Este ano, o Horário de Verão valerá para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nos estados do Norte e do Nordeste não haverá mudança nos relógios.
A justificativa para a adoção da medida ano após ano é o aproveitamento do maior período de luz solar para economizar energia elétrica. Em 2013, o país economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW), com a adoção do Horário de Verão. No ano seguinte, essa economia baixou para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor economizado com Horário de Verão baixou novamente, para R$147,5 milhões.
Segundo o ONS, a redução na economia de energia com o Horário de Verão tem a ver com uma mudança no perfil e na composição da carga elétrica no país. Se antes o que determinava o horário de pico do consumo de energia era a incidência da luz solar, hoje é a temperatura. Com isso, o pico de consumo passou a ser entre 14h e 15h e não mais entre 17h e 20h.
Segundo o coordenador da Área de Regulação do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Roberto Brandão, a mudança no perfil de consumo de energia também está relacionada ao uso de aparelhos de ar-condicionado, que costumam ser ligados nos horários mais quentes do dia; e, por outro lado, à substituição de lâmpadas incandescentes por modelos mais econômicos, o que reduz o gasto de energia com iluminação.
Por causa do ar-condicionado, o verão pode inclusive levar a um aumento na conta de luz dos consumidores, segundo o professor Reinaldo Castro Souza, do Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC Rio). Um aparelho de ar-condicionado de mil watts de potência, por exemplo, se for ligado oito horas por dia, resulta em cerca de R$ 160 na fatura mensal, em média. Se o uso se estender para 16 horas por dia, o valor dobra, de acordo com o especialista.
Reavaliação
Em agosto, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o ONS e o Ministério de Minas e Energia chegaram à conclusão que, por causa dessa mudança de perfil de consumo de energia, a adoção do Horário de Verão atualmente “traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema”.
Apesar da indicação, o governo decidir manter o Horário de Verão este ano, mas para o período 2017/2018 a medida será reavaliada.
Relógio biológico
Se por um lado boa parte da população se incomoda com as alterações que o Horário de Verão causa na rotina, por outro há muita gente que prefere chegar em casa ainda com a luz do dia. Gostando ou não da mudança, uma coisa é certa: ao alterar a rotina – em especial a hora de acordar e de dormir – o Horário de Verão mexe com o ritmo fisiológico de boa parte da população.
Professor de fisiologia do exercício da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB), Guilherme Molina explica que o ritmo fisiológico de todo ser vivo é regido basicamente pelas influências ambientais, em um contexto que envolve também o tempo de vigília e de não vigília (quando se está acordado ou dormindo), considerando a influência do sol no nosso organismo.
Alterações nesse sistema podem representar risco principalmente para quem precisa dirigir logo depois de acordar e para profissionais como cirurgiões ou técnicos que manipulam equipamentos que envolvem engrenagens, eletricidade ou risco de vida. 
“Mudar o relógio requer uma adaptação do organismo. Nesse sentido, qualquer alteração tem impacto importante na reprogramação de nossas funções biológicas, o que inclui também questões hormonais”, disse Molina.
Segundo o professor, o que nos faz acordar é o pico de produção de um hormônio chamado cortizol, que costuma atuar logo cedo, entre 6h e 8 h. Ao modificar o horário, o pico do cortizol sofre alteração. “A sensação que resulta disso é similar à do jet lag, quando uma pessoa tem de se adaptar a um novo fuso horário após fazer uma viagem de longa distância”, comparou.
“Nos primeiros dias, em geral de cinco a sete dias, as pessoas terão dificuldade de acordar plenamente. E quando acordarem ficarão mais lentas e menos atentas. Com isso pode haver lapsos de atenção e pode aumentar o risco em situações como as que ocorrem no trânsito”, explicou o especialista. “Eu mesmo já fu vítima disso. Acordei sonolento e, ao sair de carro, não olhei para o lado e acabei sendo acertado por outro veículo”.
De acordo com Molina, nem todo mundo consegue se adaptar facilmente ao Horário de Verão. “Tem pessoas que simplesmente não funcionam bem ao mudar de horário. Elas ficam irritadas, agressivas, sonolentas, letárgicas, cansadas. Há inclusive pessoas que sentem fraqueza física. Isso gera mais dificuldades, por exemplo, para quem gosta de malhar de manhã”.
Essas dificuldades, segundo o especialista, em parte se explicam pela maior dificuldade em se atingir o sono reparador – etapa do sono na qual ocorre o fenômeno chamado Rapid Eyes Moviment (REM). 
Para amenizar os efeitos dessa adaptação ao novo horário, Molina sugere que a pessoa adote estratégia similar à dos pilotos de Fórmula 1, de forma a facilitar a reprogramação biológica por meio de uma adaptação prévia do horário de sono.
“Os pilotos da F1 viajam o mundo inteiro para participar de corridas. Para evitar os efeitos de jet lag, eles modificam seu sono a depender do local para onde se deslocarão. Dessa forma eles chegam no local de destino, onde competirão, com seu organismo mais preparado, não sofrendo tanto com a mudança de fuso. A ideia é se adaptar à rotina de sono para a condição posterior. Quem se condiciona previamente sofre menos do que quem entra no horário de verão a toque de caixa”, acrescentou o fisiologista.
O Horário de Verão pode também, segundo Molina, proporcionar algumas mudanças de hábito positivas. “Ao possibilitar que cheguemos mais cedo em casa, o Horário de Verão permite que aproveitemos melhor o dia, inclusive para fazermos atividades físicas. Por que não aproveitar o dia para mudar de hábito e praticar alguma atividade física? Há mais tempo para irmos a parques, fazermos caminhadas”, sugeriu.
Opiniões divergentes
Profissional autônomo na área de serviços gerais, Paulo Victor Gonçalves diz que gosta do Horário de Verão porque “o dia acaba mais cedo” e, com isso, ele tem mais tempo para se dedicar à plantação de pimenta que tem em casa, para complementar a renda. “Fica mais produtivo trabalhar na pimenteira com mais tempo de luz solar.”
Outra vantagem citada por Gonçalves é o tempo a mais que tem para cuidar da filha Isadora, de 1 ano e 8 meses. “Minha esposa fica muito sobrecarregada porque nessa fase o bebê requer muita atenção. Como chego mais cedo, tenho mais tempo e condições para ficar com a bebê e dar um descanso a ela”.
Para a rotina do recepcionista de hotel Ourivaldo Maia Targino, o Horário de Verão não faz tanta diferença. Ele, no entanto, diz que ouve dos hóspedes muitas reclamações sobre a mudança. “Entro às 19h e saio às 7h do dia seguinte. Como meus filhos já são adultos, não há mais a vantagem que havia antes, no sentido de ter mais tempo para conviver com eles. Mas noto que a maioria das pessoas não gosta”, disse, citando a própria esposa como exemplo.
“Ela tem de entrar às 7h no trabalho. Não gosta da mudança porque tem de acordar às 5h30. Ainda está escuro quando ela sai.” Durante a fase de adaptação, Targino diz que é comum que ela chegue atrasada no trabalho, o que incomoda o chefe. “A impressão que dá é que as pessoas fazem muito sacrifício para pouca economia com a conta de luz”, pondera.
Funcionária de uma empresa que faz limpeza pública, Maria Lima diz que o tempo a mais de luz diurna do Horário de Verão a permite fazer, em casa, o que faz diariamente nas ruas da capital federal. “Passo o dia limpando as ruas, mas nem sempre tenho tempo para fazer a limpeza lá de casa”, diz ela, com vassoura e pá em mãos para limpar, diariamente, cerca de 4 quilômetros quadrados em uma região no centro de Brasília.
Empregado de uma empresa de construção civil, Wenderson Rosa sai de casa às 5h30 para trabalhar e diz não gostar nada do Horário de Verão. “Saio mais cedo, mas o serviço não rende tanto. Acaba que tudo fica mais corrido porque tenho de parar uma hora mais cedo.”
“Além do mais não vejo essa história de economia de energia. Muito pelo contrário. Como ainda está escuro quando saio, acabo tendo de acender as luzes lá de casa”, acrescentou. (Fonte: Agência Brasil). 

Versos para sábado

SÁBADO
14 OUTUBRO
Prazer
Aprazem-me pessoas que veem o mundo diferente dos ideologos a serviço de qualquer ideologia;
Aprazem-me pessoas que pensem;
Aprazem-me pessoas que não pensam;
Apraz-me pessoas que amam ou sintam, mesmo que algo ou alguém lhes digam que é proibido amar ou sentir;
Aprazem-me pessoas que leem, respeitam às outras, pulsam;
Aprazem-me que gostam de pau-brasil;
Aprazem-me pessoas que gostam de ipês;
Aprazem-me tantas coisas que eu nem sei ainda...

Menino de 5 anos tenta comprar cavalo de raça com R$ 20; final é surpreendente

Leiloeiro compartilhou desejo do garoto, que comoveu a plateia

O criador e presidente da Associação Brasileira de Vaquejada Paulo Filho, o Cuca, com seu mais novo "cliente"
SEXTA-FEIRA
13 OUTUBRO
Um evento que envolve animais sempre pode trazer emoções como esta. A imagem de um garotinho apaixonado por cavalos está fazendo o maior sucesso nas redes sociais. Com apenas cinco anos, Pedro comoveu homens e mulheres acostumados com a lida diária do campo e das vaquejadas no Nordeste do país. O motivo? Um gesto simples: tentou comprar um cavalo Quarto de Milha com R$ 20. Um exemplar do animal chega a custar R$ 200 mil.
A inocência e ousadia do garoto parou o leilão Integral Mix, realizado no último dia 5 em Itaitinga, Ceará. No local, grandes criadores disputavam 46 animais de uma das raças equinas mais completas, conhecidos por ser exímios corredores, dóceis e robustos.
Ao ver que uma criança se aproximava do púlpito, com a nota amarela e gesticulando sem parar, o leiloeiro Anibal Ferreira decidiu parar para ouvi-lo. “Eu não estava entendendo o que ele queria, então fiz sinal para ele subir”, contou.
O homem, que há 31 anos ganha a vida percorrendo o país com o propósito de comercializar animais, não fazia ideia que estava prestes a viver um momento único em sua vida. Pedro entregou-lhe a nota de R$ 20 e perguntou: “dá para comprar um cavalo agora?”.
Emocionado e lembrando do filho em casa, que também se chama Pedro, ele resolveu parar o leilão para compartilhar o pedido da criança. “Eu fiz o que meu coração mandou, nunca vi isso na minha vida”, revelou.
“Na idade desse garotinho eu quase perdi o meu Pedro, e isso mexeu demais com a minha cabeça de pai”, justificou.
Ao compartilhar o pedido com os 1,2 mil convidados do evento, o criador e presidente da Associação Brasileira de Vaquejada (Abevaq), Paulo Fernando Filho, conhecido como Cuca, não se conteve e “vendeu” para o garotinho por R$ 20 um potro da raça. “Só quem é apaixonado por cavalos entende o que isso significa”, resumiu Cuca.
Um cavalo Quarto de Milha com menos de um ano, dependendo da filiação, pode custar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil. “Mas isso não muda nada [valor], o que aconteceu ali foi a realização do sonho de uma criança”, pontuou o leiloeiro.
Dos animais comercializados, na data o preço médio foi de R$ 63,7 mil, totalizando R$ 3,07 milhões em negócios. “Tivemos exemplares que chegaram aos R$ 200 mil”, destacou Raquel Dutra, responsável pelo marketing da Integral Mix.
Ao final do evento, outros participantes se comprometeram a doar ração, cela, luvas, botas e os treinamentos necessários para que Pedro possa, num futuro não muito distante, correr nas vaquejadas. (Fonte: O Livre.com)
Confira o vídeo abaixo: 

Garotinho tenta comprar cavalo com 20 reais em leilão

No RN 48 municípios tem saldo zero de FPM na primeira cota de outubro

SEXTA-FEIRA
13 OUTUBRO
Nada menos que 48 municípios do Rio Grande do Norte tiveram a primeira cota do mês de outubro do Fundo de Participação dos Municípios com saldo zerado. A falta do repasse, pago na terça-feira, 10, afeta os orçamentos dos municípios, que já vêm sofrendo com a diminuição de verbas. Desde setembro, os repasses do FPM tem se agravado, quando 39 cidades potiguares ficaram sem verbas do Fundo.
O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN, Benes Leocádio, lembrou a gravidade da situação: “A falta do FPM preocupa muito os gestores. Há dezenas de pequenos municípios que sobrevivem, praticamente, só do dinheiro do fundo. E mesmo para os municípios que dispõem de melhor estrutura, o não recebimento do FPM compromete totalmente as finanças, o pagamento de salários, fornecedores, etc”. Segundo Benes, a orientação da FEMURN aos gestores municipais para que tenham atenção redobrada com os recursos municipais permanece.
Historicamente, o FPM é fortemente afetado no segundo semestre de cada ano, devido à restituição do Imposto de Renda (IR). Com a atual crise financeira, cada vez mais municípios são impactados pelos saldos zerados do fundo. (Fonte: FEMURN). 

MUNICÍPIOS ZERADOS DE FPM NA PRIMEIRA COTA DE OUTUBRO/2017
AFONSO BEZERRA
ALTO DO RODRIGUES
ANTÔNIO MARTINS
ARÊS
BARAÚNA
BENTO FERNANDES
CAICÓ
CARNAÚBAIS
ENCANTO
FELIPE GUERRA
FERNANDO PEDROSA
FLORÂNIA
GALINHOS
GOV. DIX-SEPT ROSADO
GROSSOS
ITAJÁ
JANDUIS
JOÃO CÂMARA
LAGOA D’ANTA
LAGOA DE PEDRAS
LAGOA DE VELHOS
LAGOA NOVA
LAGOA SALGADA
MARCELINO VIEIRA
MARTINS
MONTE DAS GAMELEIRAS
MOSSORÓ
PARANÁ
PARAŮ
PEDRO VELHO
PORTO DO MANGUE
PUREZA
RIO DO FOGO
SANTA MARIA
SANTANA DO MATOS
SANTO ANTÔNIO
SÃO BENTO DO NORTE
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO
SÃO PEDRO
SERRA DO MEL
SÍTIO NOVO
TAIPU
TENENTE LAURENTINO CRUZ
TOUROS
TRIUNFO POTIGUAR
UMARIZAL
VENHA VER
VILA FLOR

Local de prova do Enem 2017 sairá no dia 20; veja como resgatar a senha para acessar o site

QUINTA-FEIRA
12 OUTUBRO
O local de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 será divulgado na sexta-feira (20). O endereço onde cada participante vai realizar a prova será informado nos "Cartões de Confirmação de Inscrição", que precisarão ser consultados na Página do Participante (http://enem.inep.gov.br/participante/#!/inicial)
O Inep lembra que para acessar o Cartão é necessário fornecer o número de CPF e a senha cadastrada na inscrição. Para os participantes que não se lembram da senha cadastrada, o Inep preparou um passo a passo para recuperação de senha.
Recuperação da senha (simples)
Acesse a Página do Participante do Enem 2017 (http://enem.inep.gov.br/participante/#!/inicial).
Forneça seu CPF, responda ao desafio das figuras e clique no link “Esqueci minha senha”.
Uma nova tela mostrará seu CPF e alguns caracteres do e-mail cadastrado na inscrição para sua conferência. Responda novamente ao desafio das figuras e clique em “Enviar nova senha por e-mail”. Uma nova senha será enviada para o e-mail cadastrado.

Recuperação de senha com e-mail esquecido
Acesse a Página do Participante do Enem 2017 (http://enem.inep.gov.br/participante/#!/inicial).
Forneça seu CPF, responda ao desafio das figuras e clique no link “Esqueci minha senha”.
Uma nova tela mostrará seu CPF e alguns caracteres do e-mail cadastrado na inscrição para sua conferência.
Se você não se lembra ou não tem acesso ao e-mail revelado, responda novamente ao desafio das figuras e clique no link “Não tenho acesso a este e-mail”.
Uma nova tela mostrará seu CPF e alguns caracteres do celular cadastrado na inscrição para sua conferência.
Responda novamente ao desafio das figuras e clique em “Enviar nova senha por SMS”. Uma nova senha será enviada para o telefone cadastrado.

Recuperação da senha com e-mail e celulares esquecidos
Acesse a Página do Participante do Enem 2017 (http://enem.inep.gov.br/participante/#!/inicial).
Forneça seu CPF, responda ao desafio das figuras e clique no link “Esqueci minha senha”.
Uma nova tela mostrará seu CPF e alguns caracteres do e-mail cadastrado na inscrição para sua conferência.
Se você não se lembra ou não tem acesso ao e-mail revelado, responda novamente ao desafio das figuras e clique no link “Não tenho acesso a este e-mail”.
Uma nova tela mostrará seu CPF e alguns caracteres do celular cadastrado na inscrição para sua conferência.
Se você também não se lembra ou não tem acesso ao telefone revelado, responda novamente ao desafio das figuras e clique no link “Não tenho acesso a este telefone celular”.
Por não se lembrar nem da senha, nem do e-mail, nem do celular, você precisará alterar seus dados de contato para envio de uma nova senha. Em uma nova tela, preencha os campos solicitados, responda ao desafio das figuras e clique em “Salvar novos dados de contato e enviar nova senha”.
Uma mensagem de “Dados confirmados com sucesso” será exibida na tela. Uma notificação será enviada para o e-mail cadastrado na inscrição informando detalhes da alteração. Uma senha temporária será enviada para o e-mail recentemente cadastrado. (Fonte: G1.com). 

Preço do gás de cozinha vai passar dos R$ 75, a partir desta quarta

QUARTA-FEIRA
11 OUTUBRO
No país onde os políticos ladrões roubam o povo mais que os ladrões-ladrões, acender o fogão para aprontar o almoço vai ficando cada vez mais caro e olhe se o preço do botijão de gás não ultrapassar a estratosférica margem dos R$ 100,00 até dezembro próximo.
Com o reajuste de 12,9% autorizado pela Petrobras, na terça-feira, nas distribuidoras, o custo do botijão de gás de cozinha de 13kg para o consumidor final vai passar dos R$ 75,00.
Só do final de maio deste ano até esse início de outubro, o botijão de gás já aumentou 59% no Rio Grande do Norte.
Bando de ladrões. 

Governo do RN paga salários até R$ 2 mil na quarta-feira (11)

TERÇA-FEIRA
10 OUTUBRO
O Governo do RN informa que deposita na quarta-feira, 11, o pagamento dos servidores ativos, aposentados e pensionistas que recebem até R$ 2 mil referente a setembro. O montante pago será de R$ 40 milhões, a movimentar a economia do RN.
Com isso, 51% do funcionalismo público terá recebido integralmente seus vencimentos do mês passado.
Já pagamento dos servidores que ganham acima de R$ 2 mil será realizado o mais breve possível, a partir da disponibilidade de recursos.
Servidores da Educação e dos órgãos da administração indireta com arrecadação própria já receberam seus salários. (Fonte: Assessoria/RN).

Regra que permite pagar boleto vencido em qualquer banco só valerá em 2018

TERÇA-FEIRA
10 OUTUBRO
Prevista inicialmente para valer já na segunda-feira (9/10), a nova regra para pagamento de boletos vencidos abaixo de R$ 2 mil em qualquer banco foi adiada para 2018. A informação foi confirmada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em julho, a nova plataforma de cobrança permitia somente o pagamento de boletos acima de R$ 50 mil e, a partir de setembro, foram liberados os referentes a valores iguais ou superiores aos R$ 2 mil.
A Febraban espera que circulem no novo sistema cerca de 4 bilhões de boletos por ano, o que fez o setor bancário rever o cronograma inicial. A Nova Plataforma de Cobrança foi criada para aumentar a segurança e a praticidade na hora de pagar as contas. “Por esse motivo, a implementação precisa ser feita da maneira mais gradual e cuidadosa possível, garantindo o pleno funcionamento dessa importante ferramenta”, é o que diz o diretor-adjunto de Negócios e Operações da Febraban, Walter Tadeu de Faria.
Outras vantagens
De acordo com o portal da Febraban, a modernização do sistema de cobranças utilizado no país já há 20 anos traz vantagens como a eliminação do risco de pagamento em duplicidade, já que o registro permite o compartilhamento de informações sobre emissores e pagadores pelas instituições financeiras. "Quando um boleto é apresentado em algum banco, o sistema informa se ele já tiver sido pago, evitando novo pagamento por engano", informa em nota. (Fonte: Correio Web).